vias

Cada VIA corresponde a uma série de eventos de vídeo-dança, e de música, experimentados no espaço urbano do centro do Rio de Janeiro. A linguagem baseia-se em descontinuas aproximações e afastamentos do “tema” (performer), que repete irregularmente movimentos curtos, alternados e cíclicos. A música é uma reimaginação sonora, baseada em uma metodologia computacional, assistida pelo software OpenSound, de propriedades do espaço urbano encontrado pela performer e pelo usuário-fruidor. A montagem do vídeo é rigorosamente métrica (orientada pelo tamanho das partes do video) e baseia-se na composição de trechos em sentenças regularmente justapostas. Combinado à reiteração dos movimentos da performer, este “método” fixa e destaca propriedades invariantes da paisagem, algoritmicamente traduzidas pela música.

Se as tecnologias móveis correntemente impõem um “desligamento” com o local físico imediato – “teletransporte” do usuário –, VIA associa-se com projetos cuja ênfase é a exploração do local e do entorno físicos -- ‘Neste contexto, o celular torna-se um dispositivo para explorar o espaço público, mais do que para extrair o usuário dele” (Michel Bull). VIA explora a repetição e a fixação de diversas soluções formais, em todos os níveis de organização das peças examinadas (vocabulário visual dos vídeos, montagem e edição dos vídeos, atividade motora da performance), revigorando a idéia de localização do espaço físico imediato.

Museu de Arte do Rio
Beco das Cancelas
Largo da Carioca
Graça Aranha
Rua 13 de Maio, 19
Palácio Capanema
MAM Museu de Arte Moderna
Rua do Ouvidor x Rua da Quitanda
Rua Sete de Setembro x Rua da Quitanda

sobre

VIA associa vídeo, dança, música, arquitetura e mídia locativa. Através dos aplicativos QR CODE e/ou HiperGeo, qualquer usuário equipado com tablet ou smartphone, com conexão à internet, terá acesso a vídeo-danças enquanto se desloca através de pontos específicos da cidade.

São definidas morfologias espaciais (espaços abertos, vãos de prédios, patrimônios arquitetônicos, etc.) e tipologias de movimento para cada VIA. Os “vocábulos” visuais que constituem cada vídeo têm sempre a mesma extensão temporal. Eles são feitos da mesma distância relativa da câmera, em todas as locações – longe, médio, perto –, com extensão temporal de 8, 5 e 3 segundos, aproximadamente. As transições, abruptas, baseiam-se em analogias entre os movimentos. A montagem é rigorosamente métrica e baseia-se na distribuição dos vocábulos em sentenças regularmente justapostas. Tal artifício, combinado a reiteração constante da atividade motora, destaca a paisagem urbana e arquitetônica.

A música é a recriação, ou reiconização, sonora, baseada em uma metodologia computacional e assistida pelo software OpenMusic, de propriedades topológicas do espaço urbano encontrado. Ela consiste na recriação imagem-som usando patches desenvolvidos no OpenM¬usic. As recriações empregam, como imagens de entrada, uma coleção de fotografias previamente obtidas neste local. Importante: não há manipulação adicional compositva dos dados de entrada – como corte, edição, looping, etc.

equipe

Concepção e coordenação

João Queiroz é professor do Instituto de Artes e Design (IAD) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Suas principais áreas de pesquisa incluem Biossemiótica, Ciência Cognitiva e Intermidialidade. Link: http://www.semiotics.pro.br/

Concepção, performance e produção

Daniella Aguiar é criadora-intérprete, pesquisadora e professora de dança. Doutora em Literatura Comparada (UERJ), tem pesquisado sobre a relação criativa entre dança e literatura. Em 2007 iniciou pesquisa teórica e artística sobre tradução intersemiótica, com a realização de simpósio, palestras, workshops e os espetáculos ,e [dez episódios sobre a prosa topovisual de gertrude stein] (2008), e 5.sobre.o.mesmo (2010). Link: http://daniellaguiar.wordpress.com

Música original

Luiz E. Castelões é compositor, professor de Teoria/Composição da UFJF. DMA (Boston University), Mestre e Bacharel em Composição (UNIRIO). Prêmios, residências, estágios e bolsas no CMMAS/México, IRCAM, Boston University, XIV Bienal de música contemporânea brasileira, Io Concurso Nacional de Composição da Escola de Música da UFRJ. Destaques de performances/gravações recentes incluem: Ensemble Arsenale, Orquestra da Unicamp, Duo Amrein-Henneberger, Freisinger Chamber Orchestra e ALEAIII Ensemble.

Montagem

Alfredo Suppia é professor de cinema e audiovisual da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Atualmente (2013-2014) conduz pesquisa de pós-doutorado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). É membro da Sociedade Brasileira para os Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE) e da Science Fiction Research Association (SFRA).

Imagens (video)

Guilherme Landim

Graduado em Comunicação Social pela UFJF e atualmente mestrando na linha "Estética, Redes e Tecnocultura" pela mesma instituição. Suas pesquisas relacionam-se às potencialidades e limitações da linguagem audiovisual do GPS filme. Trabalhou como diretor de fotografia do curta-metragem documental "Habita-me se em ti transito" (em fase de finalização) e foi colaborador do projeto LALOCA (Laboratório de Mídias Locativas da UFJF), no filme locativo “Art Decó em Juiz de Fora”

Claudia Rangel

Fotografia

Letícia Vitral é graduada em Artes e Design pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Estudou Artes Visuais e História da Arte (2011-2012) na Universidade de Siegen, Alemanha. Sua produção artística explora narrativas e processos estéticos subjacentes à topografia da cidade e ao espaço urbano com especial atenção a aspectos da forma fotográfica.

Design

Phillip Rodolfi madebyphillip.com

Consultoria Arquitetura e Urbanismo

Adriano Mattos Corrêa

Consultoria Hiper Geo App

Cicero Inacio da Silva www.cicerosilva.com

Animação

Rafael Magalhães

apoio